Jeannis Michail Platon tem 58 anos, nasceu em Heraklion, Ilha de Creta, na Grécia, veio para cá aos doze anos, ainda adolescente, e é brasileiro naturalizado. É mergulhador profissional e um estudioso dos naufrágios na costa brasileira.

Na Grécia, seu primeiro mergulho nas profundezas azuis no mar Ionion, foi aos 10 anos, boiando dentro do escafandro do seu tio Jorge, grande demais para um menino de sua idade.

No Brasil, é um especialista, que já conseguiu tirar preciosidades do Atlântico, e que dedicou 18 anos de sua vida garimpando os destroços do navio espanhol Príncipe de Astúrias, que, em 1916, em cinco minutos
afundou com centenas de pessoas, na Ponta da Pirabura, em Ilhabela, por razões até hoje muito mal explicadas. Jeannis não quis apenas tirar do vapor as riquezas que ele pudesse guardar, mesmo porque tesouros afundados pertencem à nossa marinha. Ele foi mais longe. Mergulhou fundo na história dessa tragédia, pesquisou durante anos e acabou conhecendo não apenas o horror do naufrágio, mas as histórias todas de Ilhabela, muitas delas misteriosas, algumas quase incríveis, todas extremamente interessantes. Um lugar mágico, que já foi ponto de encontro de piratas, sociedades secretas, contrabandistas e cujo encanto atrai, empolga e apaixona homens inteligentes e os prende pela vida toda, com seu fatal magnetismo.

Jeannis é casado, pai de dois filhos: Ekaterine, que é fornecedora de navios e Michail Jeannis, também mergulhador profissional. Ele mora em São Sebastião, onde tem uma empresa de decoração náutica.

 

 

Seu e-mail é jeannis@terra.com.br